sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Poluição: o perigo está no ar

Esta foi a capa da Revista Veja São Paulo, do dia 27/07/2011.

Quem mora em São Paulo sabe que o ar por aqui está numa situação mais que crítica. Acompanhei algumas reportagens do Jornal SPTV da rede Globo e fiquei abismada com os resultados das pesquisas apresentadas pelos cientistas...

Neste link, é possível encontrar algumas dessas matérias:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1580232-7823-RESPIRAR+NAS+105+MEDICOES+DURANTE+QUATRO+MESES+O+AR+ESTAVA+PESSIMO+EM+47+VEZES,00.html

Mas com relação à reportagem da Revista Veja São Paulo em epígrafe, vou citar abaixo alguns trechos da matéria:

A cada hora no trânsito = 1 cigarro
“Hoje, mesmo os paulistanos que permanecem em casa, e não são expostos diretamente à sujeira lançada pelos escapamentos dos automóveis, inalam, a cada dia, uma quantidade de poluentes comparável à de um cigarro fumado até o filtro. Quem amarga com o tráfego lento e intenso está em condições ainda piores. A cada hora gasta no trânsito, é como se a pessoa tragasse outro cigarro. Ou seja, três horas num congestionamento, três cigarros e por aí vai. Agora no inverno, a situação piora. A escassez de chuvas e de ventos torna mais difícil a dispersão dos poluentes. “

Partículas de poluentes podem chegar aos vasos sanguíneos
“A poeira fina chamada de MP2,5 (cuja espessura é de um vigésimo de fio de cabelo e, por isso, chega facilmente aos vasos sanguíneos pelo sistema respiratório)”

Nossos padrões de alerta são mais frouxos que os usados pela OMS
“... para quase todas as substâncias nocivas, nossos padrões de alerta são mais frouxos do que os usados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Enquanto aqui se tomam como preocupantes quantidades de ozônio acima de 160 microgramas por metro cúbico, por exemplo, para a OMS o máximo desejado é de 100.”

Fertilidade
“Um estudo realizado durante quatro anos pela Faculdade de Medicina da USP revelou que os agentes de trânsito desenvolvem problemas de fertilidade devido à grande exposição aos gases tóxicos liberados pelos escapamentos. Na comparação sobre a qualidade do sêmen, constatou que só 27% dos espermatozóides dos marronzinhos tinham condição de chegar ao óvulo”


PRINCIPAIS POLUENTES QUE AFETAM A METRÓPOLE

Partículas inaláveis (MP10)
Resultam da queima de combustíveis de indústrias e de automóveis com motor desregulado. Há também uma variante mais fina (MP2,5), que chega até os vasos sanguíneos.
Limite tolerado*: 50 μg/m3
Situação atual**: 89 μg/m3

Ozônio (O3)
Um dos elementos com maior potencial nocivo, forma-se pela reação do sol com substâncias como o dióxido de nitrogênio, solventes evaporados e combustíveis não queimados totalmente.
Limite tolerado: 100 μg/m3
Situação atual: 115 μg/m3

Dióxido de nitrogênio (NO2)
Forma-se por meio de processos de combustão de veículos, indústrias e usinas térmicas. Altamente lesivo, contribui para o surgimento da chuva ácida e do ozônio.
Limite tolerado: 142 μg/m3
Situação atual: 200 μg/m3

Monóxido de carbono (CO)
Incolor e sem cheiro, resulta principalmente da combustão incompleta de motores automotivos. Seus índices eram mais altos até os anos 80, quando os carros não tinham tecnologia de controle ambiental.
Limite tolerado: 3,4 ppm
Situação atual: 9 ppm

Dióxido de enxofre (SO2)
Seu cheiro lembra o do gás produzido por um palito de fósforo. Surge através da queima de óleo e diesel e pode provocar a formação de chuva ácida.
Limite tolerado: 11,5 μg/m3
Situação atual: 20 μg/m3

Bom, pra quem quiser ler toda matéria, eis o link:

http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2227/poluicao-perigo-esta-no-ar

Agora eu me pergunto: além dos problemas respiratórios e de fertilidade, que outros prejuízos estas substâncias nocivas que respiramos todos os dias podem trazer para a nossa saúde, sendo que algumas delas vão direto para o nosso sangue?

Será que nosso organismo é capaz de desintoxicar-se de tamanha agressão? Haja antioxidantes pra neutralizar tantos radicais livres...

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